Inteligência Artificial

Filosofia e algoritmos: o dilema moral dos carros autônomos

Comentários (8)
  1. Marcio Felipe disse:

    Achei muito interessante o tema. Parabéns pela abordagem. Ele trás à tona questionamentos que deverão ser considerados quando da fase de programação e definição das responsabilidades, do nível de automação e riscos envolvidos. O risco da máquina falhar ou de se envolver em acidentes( pq ela vai falhar) será o divisor de águas na definição de como será utilizado o veículo, que tipo de transporte será feito, em que ambiente será usado, bem como quem aceitará o risco em utilizá-lo. Da mesma forma, toda a infra estrutura deverá suportar este tipo de veículo, com estradas especiais, interações com outros veículos e as adequações nas leis que regulam o trânsito. Outro aspecto a considerar será a manutenção preventiva dos veículos, como a que é feita nos aviões, para reduzir os defeitos ao nível do aceitável. Acredito que os países mais desenvolvidos nos ajudarão a conviver com este tipo de Inovação bem como o gerenciamento de seus problemas.Na situação hipotética em que o veículo terá que decidir, tendo por exemplo outros veículos do lado esquerdo e direito e tendo um obstáculo à frente, caberá ao algoritmo medir as distâncias, velocidades, acelerações, capacidade de frenagens, etc, para tomar uma decisão para reduzir o risco do acidente. Não quer dizer que não haverá o acidente e que não haverá vitimas, mas a programação deverá deixar sempre o veículo em situação de baixo risco, ou seja, aumentando a distância de outros veículos ou obstáculos, reduzindo automaticamente a velocidade, etc, além de possuir capacidade de frenagem acima da que existe hoje, bem como possuir estrutura metálica mais segura. Enfim, o tema merece inúmeros debates. Sobre se eu iria num veículo deste? Lógico, voei aeronaves complexas que sempre tiveram sua operação programada, manutenção preventiva e risco de acidente calculado. Eu aceito.

    1. LEX MACHINÆ disse:

      Obrigado pelo excelente comentário. Acredito que, nesse ponto, um dos maiores desafios recairá sobre os ombros dos reguladores que deverão agir localmente, mas pensando de forma global, a fim de não isolar determinas regiões e colocar todos os países na mesma “marcha” de regulamentação.

  2. qqllopes disse:

    Que texto incrível. Daqueles que você devora cada palavra, e no final ainda deseja mais parágrafos. A abordagem foi ótima e me deixou instigada. Parabéns.

    1. LEX MACHINÆ disse:

      Muito obrigado pelo comentário! Ficamos muito felizes com o seu feedback.

  3. Dorgival Soares da Silva disse:

    Excelente texto!

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