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Apertem os cintos, o piloto sumiu: as novas fronteiras da aviação

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Comentários (2)
  1. Oswaldo Machado disse:

    Excelente abordagem. O incorporação plena da AI na atividade aérea será sem dúvida uma das maiores quebras de paradigma e desafio para essa área.

  2. Márcio Felipe disse:

    A barreira técnica vai ser ultrapassada, como sempre, pois trará inúmeros benefícios à sociedade, sendo necessária a preparação de toda a infraestrutura a ser utilizada (aeroportos, pistas, auxílios à navegação, etc) da população, da definição dos limites de utilização, seguindo novas normas e leis.
    Certamente, a discussão antecipada dos aspectos jurídicos deverá orientar o desenvolvimento deste tipo de inovação, pois será melhor criar uma solução com menor dano e conflitos entre as partes: fabricantes, operadores, condutores, agências, etc.
    Outro aspecto a considerar será a confiabilidade dos sistemas, que deverá ser maior a que hoje é aplicada nos projetos aeronáuticos, reduzindo os riscos envolvidos. Estes aspectos nortearão os fabricantes, as seguradoras e as leis, como o Código Brasileiro do Ar e as regras gerais da aviação.
    Os limites de segurança deverão ser revistos, aumentando as distâncias entre as aeronaves, talvez com horários exclusivos de operação nos aeroportos para este tipo de veículo, níveis de voo separados das aeronaves que utilizam pilotos. Poderá haver uma fase de transição com um ou dois pilotos a bordo para acompanhamento e validação dos veículos, e estes testes podem durar alguns anos, dentre inúmeras outras modificações para a operação segura.
    Na parte das adaptações operacionais, as interações em caso de emergência deverão ser revistas e definidas, pois a maior importância de um piloto a bordo ocorre durante uma emergência. O gerenciamento das emergências (que podem ser individuais ou múltiplas, ao mesmo tempo ou não, uma tendo interferência com a outra, piorando o cenário de resolução de algum sistema) passa pelos contatos com os órgão de controle, da tomada de várias decisões na cabine. Os comandos devem ser rápidos e precisos, orientando toda a tripulação e passageiros.Os simuladores atuais estressam os pilotos nesta área, para reduzir os riscos de uma decisão errada, pois em aviação, não há tempo para pensar muito, as decisões devem ser corretas e imediatas. Há uma frase que reflete bem este conceito, ‘’Em aviação, o perfeito é apenas aceitável “.
    A adaptação será lenta, pois uma implementação como esta leva tempo para ser validada, com um grau de confiança aceitável. Neste sentido, a transição e a perda dos postos de comando das aeronaves deverão ocorrer de forma gradual, transferindo, inicialmente, os pilotos para postos remotos de acompanhamento. Poderão, ainda, ser criados postos de trabalho que ainda não existem, como instrutores de voo e das novas regras de aviação, checadores de voo, auditores da qualidade, abertura de linhas de fabricação de novos equipamentos modernos, dentre outras. Acredito que a adaptação à nova realidade ocorrerá lentamente, e as demandas tenderão a se equalizar, reduzindo os impactos sociais da oferta dos pilotos. Por enquanto, vamos com os pilotos a bordo,…digo pilotos mesmo, que comandam a aeronave e não são comandados por ela, pois ainda não temos a aeronave totalmente autônoma.

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